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Vivam os Goleadores do Benfica (12)


ENQUANTO PESQUISAVA UMAS LISTAS DE GOLEADORES, PARA “SITUAR” JONAS, QUE SABIA TER PUBLICADO NO INÍCIO DO BLOGUE (2011) DEPAREI-ME COM UMA PROMESSA NÃO CUMPRIDA.

Em 6 de Janeiro de 2012 (clicar) escrevia-se: NOTA: No EDdB entre 23 de Dezembro de 2011 e 6 de Janeiro de 2012 o reconhecimento ao valor dos nossos futebolistas com a publicação de onze listagens. Mais tarde serão publicadas mais quatro listagens: Campeonato/Taça de Portugal, Liga Europa, Jogos internacionais e Taça dos Clubes Vencedores das Taças.
Plano de Homenagem:
PUBLICADO:
23 de Dezembro –        Todos os Golos
24 de Dezembro –        Golos Fora da Grande-área
25 de Dezembro –        Golos no Campeonato da I Liga/Nacional da I Divisão
26 de Dezembro –        Golos de Livre-directo (fora GA)
27 de Dezembro –        Golos nas Competições Europeias
28 de Dezembro –        Golos de Grande penalidade
29 de Dezembro –        Golos na Liga dos Campeões
30 de Dezembro –        Golos de Cabeça
31 de Dezembro –        Golos na Taça da Liga
  5 de Janeiro      –        Golos de Bola Parada
  6 de Janeiro      –        Golos em Competições Oficiais
Como as promessas são para cumprir eis uma parte delas
A dos melhores goleadores no Campeonato/Taça de Portugal, entre 1926/27, na primeira participação do “Glorioso” e 2017/18. Fica para o tempo entediante dos jogos das selecções nacionais as duas restantes listas de três dezenas de goleadores: Taça dos Vencedores das Taças, Liga Europa e Melhores marcadores nos 1118 jogos internacionais do Benfica
Apesar de uma temporada de 2017/18 abaixo das expectativas
O Benfica continua a ser o clube português com mais encontros na Taça de Portugal. São 89 temporadas, 375 eliminatórias incluindo as 40 finais (mais seis eliminatórias com isenção), com 505 jogos, 378 vitórias, 43 empates, 84 derrotas, 1623 golos marcados e 514 golos sofridos, em treze 64-avos-de-final (13 épocas; totalista para clubes do primeiro escalão), 51 vezes os 32-avos-de-final (51 temporadas, totalista para clubes do primeiro escalão), 72 dezasseis-avos-de-final (em 73 possibilidades para clubes do primeiro escalão), 81 oitavos-de-final, 66 quartos-de-final, 58 meias-finais, 40 finais e 29 troféus. Sem espinhas!
Onze goleadores com uma média inferior a 90 minutos para marcar um golo
Entre esses onze magníficos, claro, Eusébio com um golo, em média, a cada 52 minutos. Inacreditável. Mas Manniche e Artur Jorge também têm uma média muito baixa, com 63 e 68 minutos, respectivamente. Com 71 minutos José Torres. Depois mais uns quantos gloriosos abaixo dos 90 minutos, esta a conta certa para Iaúca, seguindo-se Francisco Rodrigues (86), Nené (86), Arsénio (84), Rogério Carvalho (83), Julinho (82) e Cardozo (82). Jonas tem poucos golos – nove – mas marca um golo, em média, a cada 71 minutos.

A melhor equipa de sempre na História das finais na Taça de Portugal. 28 de Maio de 1944, no Estádio das Salésias, do CF “Os Belenenses” na vitória, por 8-0, com cinco golos de Rogério, frente ao GD Estoril Praia. De cima para baixo. Da esquerda para a direita. Angelino Fontes (massagista), Francisco Ferreira, Martins, César Ferreira, Carvalho, Albino (cap.), João Silva, BIRI (treinador) e Valadas (que decidiu abandonar a carreira a meio da temporada); Guilherme Espírito Santo, Arsénio, Julinho, Joaquim Teixeira e Rogério  Carvalho

Como o que interessa são os golos
Os grandes goleadores são os “habituais”. Nos seis com mais de 50 golos os gigantes: Eusébio (98 golos), José Águas (70), Nené (67), José Torres (57), Arsénio (54) e Rogério Carvalho (51, com 15 golos em finais). Nas 89 épocas em que o “Glorioso” participou no Campeonato/Taça de Portugal, em 37, teve o melhor marcador da competição. Excelência!
Comparação com os do costume
Quando o Benfica iniciou a competição, em 1926/27, ainda designada Campeonato de Portugal” esta ia já na 6.ª edição com o FC Porto a ter dois títulos (cinco temporadas) com onze eliminatórias, 13 jogos e 37 golos marcados. Já o Sporting CP, levava de avanço: um título (três épocas) em seis eliminatórias, sete vitórias e doze golos marcados. Pois em 2016/17 (com 94 edições já decididas) o “Glorioso” regista mais troféus (mais nove), em finais (mais três que o SCP e mais cinco que o FCP), em meias-finais (mais quatro que o SCP e mais seis que o FCP), em eliminatórias, incluindo isenções (mais vinte que o SCP e mais 13 que o FCP). Falta concluir a diferença do número de jogos, vitórias e golos. Na próxima hora será publicado (até eu tenho curiosidade)! Feito. O Sporting CP tem menos 29 jogos, menos 46 vitórias e menos 283 golos. O FC Porto tem menos 17 jogos, menos 43 vitórias e 325 golos! Trezentos e tal golos com o FC Porto. Este com 93 presenças (em 94 edições), para 89 do “Glorioso” e 91 do SCP!

SL BENFICA
Sporting CP
NOTA: Todas as meias-finais mesmo as que permitiram o acesso às finais
O Vencedor dos vencedores na Taça de Portugal
O Benfica domina esta competição tal domina o campeonato nacional. Só não tem as maiores goleadas, nas 94 Taças de Portugal e nos 83 Campeonatos Nacionais. Mas nas finais arrasa a nível colectivo com a maior goleada, a maior série de triunfos consecutivos (quatro: 1949 a 1953), bem como maior números de tris (um) e bis (quatro). O FC Porto o melhor é um tri e depois um bi; e o Sporting CP com um tri e dois bis.
Os valores individuais

Se a Taça de Portugal tivesse nome era “Rogério Lantres de Carvalho”: 15 golos em seis finais (sempre a marcar golos: 1 + 5, quatro consecutivos + 1 + 4 – três consecutivos + 3 + 1), o maior número de golos numa final (cinco em 1943/44) e o golo decisivo mais tardio: ao Sporting CP (1951/52) a fazer o 5-4 a 15 segundos do final. Já o golo decisivo mais rápido é também desse Glorioso inesquecível – Cavém – com um remate certeiro aos…12 segundos na vitória sobre o…FC Porto, por 1-0, como é evidente. E este está bem documentado: o elegante José Águas (n.º 9) toca a bola de saída para o indomável Coluna (n.º 8) que naquele mestria que só ele conseguia esgueira-se entre os portistas para depois do circulo central tabelar com o mágico Santana (n.º 10). Este malabarista recebe com o pé esquerdo e endossa, de pé direito, a Coluna que progride e uns 22 metros da baliza desfere um potente remate à base do poste esquerdo surgindo o extremo-esquerdo Cavém (n.º 11) junto da marca de grande penalidade a aproveitar o violento ressalto da bola para atirar para o fundo das redes fazendo o resultado final aos 12 segundos do jogo. Um golo muito mais rápido que esta descrição.  Não acredito que no Mundo exista algo de semelhante relacionado com um clube de futebol na principal competição, a eliminar de cada país. Mas o “Glorioso” consegue ainda elevar mais a fasquia!


Entre os 02:42 e os 02:54. Rapidíssimo.
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E a proeza única
Não é possível, entre os 211 países que formam a FIFA, encontra algum clube que tenha conquistado dois troféus, apresentando os mesmos onze futebolistas, orientado por dois treinadores diferentes, entre 1951 e 1952, com uma diferença de 371 dias até porque 1952 foi bissexto!

10 de Junho de 1951. Estádio Nacional. Vitória por 5-1 com a equipa da Associação Académica de Coimbra. De cima para baixo. Da esquerda para a direita: TED SMITH (treinador), Félix, (Francisco) “Xico” Ferreira (cap.), (Francisco) Moreira, Artur (Santos), (Joaquim) Fernandes e Bastos; (Francisco); Corona, Arsénio, (José) Águas, Rogério “Pipi” (Carvalho) e Rosário

15 de Junho de 1952. Estádio Nacional. Vitória por 5-4 com o Sporting CP. 371 dias depois a mesma equipa da final da temporada anterior. Da esquerda para a direita (a equipa alinhada com a táctica utilizada em campo numa fotografia obtida por Roland Oliveira no Campo Grande). Na fila de trás: Artur (Santos), Bastos, (Joaquim) Fernandes e CÂNDIDO TAVARES (treinador); (Francisco) Moreira, Félix e (Francisco) “Xico” Ferreira (cap.); Corona, Arsénio, (José) Águas, Rogério “Pipi” (Carvalho) e Rosário

LISTA DE HOMENAGEM AOS 35 MELHORES GOLEADORES DO “GLORIOSO”
           GOLOS  NA TAÇA DE PORTUGAL
Futebolista
(15) 1960/61 a 1974/75
José Águas
(14) 1949/50 a 1962/63
(18) 1968/69 a 1985/86
José Torres
(11) 1959/60 a 1969/70
(12) 1943/44 a 1954/55
Rogério Carvalho
(12) 1942/43 a 1953/54
Vitor Silva
(9) 1927/28 a 1935/36
José Augusto
(11) 1959/60 a 1969/70
(10) 1934/35 a 1943/44
(11) 1942/43 a 1952/53
(16) 1954/55 a 1969/70
Artur Jorge
(6) 1969/70 a 1974/75
(4) 1983/84 a 1986/87
Diamantino Miranda
(9) 1979/80; 1982/83 a 1989/90
(14) 1955/56 a 1968/69
Joaquim Teixeira
(7) 1939/40 a 1945/46
(8) 2007/08 a 2014/15
Rogério Sousa
(8) 1932/33 a 1939/40
(12) 1956/57 a 1967/68
(14) 1961/62 a 1974/75
Rui Águas
(7) 1985/86 a 1987/88; 1990/91 a 1993/94
Luís Xavier
(8) 1931/32 a 1938/39
(5) 1987/88 a 1991/92
G. Espírito Santo
(14) 1936/37 a 1949/50
Francisco Rodrigues
(3) 1939/40 a 1941/42
(4) 1946/47 a 1952/53
(5) 1964/65 a 1967/68
Humberto Coelho
(14) 1968/69 a 1974/75; 1977/78 a 1983/84
Nuno Gomes
(12) 1997/98 a 1999/2000; 2002/03 a 2010/11
João Pinto
(8) 1992/93 a 1999/2000
Pedro Silva
(6) 1928/29 a 1933/34
Victor Batista
(7) 1971/72 a 1977/78
Carlos Manuel
(9) 1979/80 a 1987/88
(4) 1984/85 a 1987/88
(6) 1987/88 a 1992/93

NOTA.1: Md/m: Média de golos marcados por minutos jogados por ser mais rigorosa que a média de golos marcados por participação em jogos;

NOTA.2: O número de épocas corresponde ao período em que jogou no “Glorioso” (primeira a última) independentemente se na Taça de Portugal jogou/marcou, ou não, em todas essas temporadas;

NOTA.3: O actual goleador Jonas apresenta os seguintes registos: 52.º; nove golos; nove jogos; 71 Md/m; 4 temporadas (2014/15 a 2017/18)

O Benfica é isto! Entusiasma em qualidade transformando esse valor em quantidade. Ímpar.
Obrigado futebolistas do “Glorioso”. A nossa eterna gratidão por tantos e tantos momentos de glória

Alberto Miguéns

Fonte: http://em-defesa-do-benfica.blogspot.com- Obrigado pela partilha – Leia o artigo na fonte aqui


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