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Quando o Betão Venceu o Benfica


QUANDO HÁ TEMPOS EVOQUEI (CLICAR PARA TEXTO EM 8 DE OUTUBRO DE 2014) O FACTO DO “GLORIOSO” PODER TER ENVEREDADO POR OUTRA SOLUÇÃO AQUANDO DA OPORTUNIDADE DE REQUALIFICAR A “SAUDOSA CATEDRAL” HOUVE QUEM QUESTIONASSE QUE A SOLUÇÃO NÃO PODIA SER OUTRA A NÃO SER A QUE FOI TOMADA. CONSTRUIR UM NOVO ESTÁDIO QUE É O ACTUAL.

É Mentira. Grosseira. A melhor solução era qualificar o estádio anterior. Inviabilizava era os negócios imobiliários dos terrenos ao redor do Estádio. Requalificar o anterior estádio – com a ajuda do Estado para criar infra-estruturas que permitissem  a realização da fase final do Campeonato da Europa em Portugal (2004) – era praticamente vantajoso a todos os níveis menos o óbvio: ter um estádio novo. Mas que foi feito tão à pressa que o betão dos pisos – 1 e -2 fissuraram em menos de um ano e tiveram de ser calafetados a cimento. De resto a solução encontrada foi pior a todos os níveis:

1. Estádio para cerca de 75/80 mil pessoas em vez dos 63 542 lugares (pois o actual estádio nunca teve 65 mil lugares devido a problemas que não vão agora ser colocados aqui);
2. Cidade desportiva de qualidade com uma pista de atletismo em tartan bem como campo sintético para Râguebi;
3. Dois pavilhões de qualidade – com traço arquitectónico, em particular o n.º 2 – em vez dos dois “hangares” actuais;
4. Piscina com medidas e profundidade adequada para competições oficiais de natação e pólo aquático em vez da piscina-pouca-água/cloro actual;
5. Campo n.º 3 (relvado com bancada por 1500 pessoas) para aquecimento e treino se necessário, adequada para quando o Benfica tiver equipa sénior feminina de Futebol;
6. Campo n.º 4 (relvado sintético para as Escolas com medidas regulamentares para jogos em competições oficiais ao contrário do sintético actual que é um campo para Futebol de Sete;
7. Campo n.º 5 (pelado) mas convertível num piso sintético de superfície alcatifada regulamentada para Hóquei em Campo (só há um na zona sul no CAR Jamor);
8. Claro para já não falar na suprema arquitectura do anterior estádio do Glorioso Futebolista e arquitecto João Simões (sogro do ainda há pouco notável e dedicado Director-Geral de Saúde, Francisco George) ao contrário do actual que tem um aspecto exterior que parece inacabado. Autêntica obra de pato-bravos.

Se houvesse remodelação a única infraestrutura sacrificada eram os onze campos de ténis pois era aí que seria construída a avenida periférica entre as duas rotundas.

Aliás o insuspeito “O Independente” através de dois “BenfiQuistos” (um mais conhecido e do seu tapete no jornal e agora no Benfica) são explícitos neste artigo arrasador para aqueles que se encolheram – e acabam por ficar na história do Clube como os coveiros da melhor solução – Luís Nazaré e Mário Negrão:

(Clicar em cima da imagem para melhor leitura)


O que mais custa nisto tudo é perceber como o Benfica passou de exemplo férreo de oposição a tiranias e clube de Ideais a clube acobardado e conivente. 

Porquê? Porquê? Porquê? Insisto!

Alberto Miguéns

NOTA: A estorieta que a remodelação do anterior estádio era dispendiosa devido aos elevados custos de manutenção era um pretexto de treta. Então uma das teorias era de criança. O Estádio sofria de muitas infiltrações. Pois sofria. Mas com uma cobertura – como estava previsto na remodelação – isso deixava de existir. Até uma criança de dez anos entendia!

E tudo começou assim
Uma ilha no meio de um misto de oliveiras e descampado, em Carnide, junto da Quinta da Luz


Fonte: http://em-defesa-do-benfica.blogspot.com – Obrigado pela partilha


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