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Fundação do Glorioso: A Verdade é Como o Azeite


A GLORIOSA HISTÓRIA É COMPLETAMENTE TRANSPARENTE.


Só gentios preconceituosos, mal-intencionados e preguiçosos podem questionar o que ficou “preto-no-branco” com a publicação, em fascículos a partir de Janeiro de 1954, da Obra Fundamental de Mário de Oliveira e Rebelo da Silva (História do Sport Lisboa e Benfica 1904/1954), com seis/sete dos 24 Fundadores ainda vivos (embora alguns já debilidades na memória) e o próprio Mário de Oliveira entrevistou Cosme Damião no início de 1945 como pode ser lido no cabeçalho deste blogue.

Quem acompanha este blogue sabe que aqui sempre se defendeu – e defenderá – intransigentemente a verdade. Pois agora – ontem – surgiu uma informação que há muito procurava. Não vou agora voltar ao assunto pois já foi descrito neste blogue muito mais que apenas uma vez. Mas fazendo um resumo.

Em tempos surgiu no portal do Benfica um texto que alterava a História do Clube. O texto era este:


Um Benfiquista fez chegar a este blogue – que teve início em 28 de Fevereiro de 2011 – o texto questionando, pois não dominando o assunto, tinha “a sensação que isto não era o que se dizia ser a Fundação do clube desde sempre”. Claro que não. Por isso um grupo de três Benfiquistas – um deles já falecido por isso à memória do Benfiquista Armando Abreu Rocha deixo aqui com a minha vénia o seu nome, um indefectível do Glorioso, que já está no “Quarto Anel” – juntou-se e redigiu uma carta. A seguinte carta:

Exm.ºs Senhores
Presidente da Direcção
Presidente da Assembleia Geral e
Presidente do Conselho Fiscal
do Sport Lisboa e Benfica
Fomos há dias surpreendidos com uma informação aparecida no remodelado site do nosso Clube, no sector História – Fundação, assinada por uma denominada “Equipa de investigação histórica do SLB”.
Ali se afirma que, no dia 28 de Fevereiro de 1904, um “grupo de 10 indivíduos de Belém”, cujos nomes são referidos, “sedentos por criar um grupo para jogar football association”, ali realizou o seu 1º treino. E, logo a seguir, acrescenta-se: “São estes, em rigor, os fundadores do Sport Lisboa”.
Depois, acrescenta que “outros treinos se seguiram nos fins-de-semana seguintes com os mesmos 10 elementos”, para concluir que este grupo “será a base humana da criação do Sport Lisboa”.
Mas não se fica por aqui. O último parágrafo de tão infeliz prosa refere que o “Sport Lisboa não é, contudo, uma criação formal e não é uma realidade que acontece num único dia, ao contrário do que até há pouco tempo se pensava”, explicando: “corresponde, isso sim, inicialmente à vontade de um pequeno grupo de 10 indivíduos de criar uma equipa de futebol, os quais começam depois a recrutar outros de forma a fortalecer o seu grupo. É neste contexto que se juntam aos 10 fundadores outros indivíduos, alguns deles pertencentes à Casa Pia de Lisboa, outros não, oriundos de vários extractos sociais, que fortaleceram o grupo e ajudaram na construção de uma identidade que está mais ou menos completa em Agosto de 1904.”
Primeira constatação: segundo esta “equipa de investigação histórica”, ao fim de 108 anos, a acta da fundação do nosso Clube, na qual consta a assinatura de 24 fundadores, não vale nada. O Benfica, afinal, não tem 24 fundadores, mas sim apenas 10. E Cosme Damião, por exemplo, deixou de ser um dos fundadores do nosso Clube. Ele, como outros 13, foram-se juntando ao longo dos meses e em Agosto estavam, finalmente, todos juntos. A reunião realizada na Farmácia Franco na tarde de 28 de Fevereiro de 1904 não teve qualquer relevância.
Tudo isto seria cómico se não fosse bem triste e atentatório da história gloriosa do nosso Clube. Ao fim de 108 anos, fazendo lembrar tristes actuações de outros clubes, a nossa história é alterada. Admitiríamos que o fosse, caso novos e irrefutáveis documentos tivessem surgido, mas nada do que esta “equipa de investigação histórica” apresenta é novo e permite diferentes interpretações. A história dos primeiros anos do SLB foi feita por quem a viveu e está relatada de forma exaustiva na monumental História do Sport Lisboa e Benfica, em dois volumes, realizada no início dos anos cinquenta por Mário Oliveira e Rebelo da Silva, que tiveram oportunidade de contactar pessoalmente alguns dos fundadores e, nomeadamente, Cosme Damião. E essa mesma história está alicerçada em documentos existentes no Clube e que não permitem segundas interpretações.
Esse 1º treino, realizado na manhã de 28 de Fevereiro de 1904, está documentado num cartão existente no Clube e publicado nas páginas centrais do nosso Jornal de 27 de Fevereiro de 2009. Na tarde desse mesmo dia, como estava programado, esses 10 elementos que treinaram e mais 14 outros que por variados motivos não estiveram no treino da manhã reuniram-se na Farmácia Franco para fundar aquele que seria o nosso Glorioso Sport Lisboa e Benfica. A acta assinada por todos eles (por ordem alfabética) afirma: “Grupo Sport Lisboa 28/2/904 – Funda-se em Belém este Grupo, tendo-se realizado nesta data o 1º treino de football. Reunião do grupo na Farmácia Franco, na Rua Direita a Belém. Sócios fundadores”. Seguem-se os nomes e, no final, acrescenta-se: “… deliberam constituir a seguinte Comissão para gerir os destinos do grupo Presidente José Rosa Rodrigues, Secretário Daniel Brito, Tesoureiro M. Gourlade”.
Como é possível, 108 anos depois, vir alterar a história do Clube? Tudo está devidamente documentado – inclusive quem esteve presente, os dias, horas e locais de cada um dos 24 treinos realizados até 3 de Julho. Essa denominada “equipa de investigação histórica” começa por afirmar ter realizado uma “intensa investigação sem precedentes”. Mas não apresenta nenhum documento novo, antes tenta interpretar à sua maneira os primeiros tempos de vida do nosso Clube, desvirtuando a sua história.
Senhores Presidentes:
O Sport Lisboa e Benfica foi fundado há 108 anos por 24 jovens cujos nomes figuram na respectiva acta. A história do Clube não pode ser alterada (e falseada) em 2012, sem qualquer nova documentação de suporte. Apelamos pois a V. Exªs no sentido de ser reposta a verdade histórica, ao mesmo tempo que manifestamos a nossa viva preocupação pelas deturpações e erros que possam vir a ser igualmente cometidos no nosso futuro Museu Cosme Damião, curiosamente um dos fundadores do Clube agora proscritos.
Ao mesmo tempo que nos colocamos inteiramente ao dispor para qualquer esclarecimento adicional, apresentamos os melhores cumprimentos e calorosas
                                                                 Saudações Benfiquistas
Lisboa, 11-4-2012

                                                                 (assinaturas)

PS: Outras inexactidões, embora bem menos gravosas, aparecem na rubrica dedicada aos Presidentes do S.L.B. e às várias décadas, sendo ainda muito discutíveis algumas opções referentes aos jogadores mais em destaque na história do Clube.


O presidente da Direcção, Luís Filipe Vieira descartou-se (claro que depressa percebi porquê…) respondendo o presidente da Mesa da Assembleia Geral, Luís Nazaré que marcou uma reunião, em 26 de Abril de 2012, para “cada um dos grupos” apresentar argumentos. De um lado o triunvirato que havia feito a carta e do outro a troika que queria viciar a história do Clube – Ricardo Serrado, Luís Lapão e António Ferreira. O primeiro já foi à sua vida mas os outros dois continuam no Clube por isso os Benfiquistas têm que continuar vigilantes. Ora é aqui que “entra” o que interessa porque foi “descoberto” ontem. O cabecilha da troika foi o Ricardo Serrado. Os outros – que do assunto percebiam/percebem zero – estavam lá só para fazer número de modo a emparelhar a três. Pois um dos argumentos de Ricardo Serrado é que a acta não era verídica porque Farmácia em 1904 escrevia-se Pharmacia. Com paciência foi-lhe dito que pelo rigor com que Cosme Damião – secretário da Casa Palmela – sabia escrever mesmo numa folha lisa (sem linhas ou quadrículas) percebia-se que aquela frase foi colocada em cunha mais tarde para localizar o local da reunião em Belém provavelmente depois do Clube já estar sediado em Benfica. Outro argumento dele é que os Meireles nascidos antes da “Revisão Ortográfica de 1911” escrevia-se Meyrelles (como aliás escreveram no tal texto que fez movimentar o triunvirato). Claro que não havendo registo biográfico dos Fundadores não se podia provar. Mas desde ontem pode! Fica para o final deste texto. Diga-se que o presidente Luís Nazaré esteve muito bem, percebeu a trafulhice da troika e ordenou que o texto fosse retirado do portal e substituído por outro. Claro que – tendo as “costas quentes” – não o fizeram. E tiveram de ser os três Benfiquistas a fazer um novo texto. Só para se perceber o ridículo da situação. No final da reunião – que foi na antiga sala de reuniões da SAD – piso 1 da Catedral – onde está agora uma discoteca ou lá o que é aquilo – chegou o presidente da Direcção a perguntar se “estava tudo bem“. Um dos Benfiquistas do triunvirato virou-se para ele e disse-lhe: «Tudo bem? Está é tudo mal. Tem de ser retirado o que foi feito para reparar o mal que já está feito!» Ele não gostou e fez: «Ummmmmmmm».


Ora aqui está a prova (ou provas) que Cosme Damião colocou o nome com a grafia correcta de Abílio Meireles.


Inequívoco. Nome e assinatura. Não se consegue – NUNCA – enganar a Gloriosa História.

Até à próxima

Alberto Miguéns

NOTA1 (às 09:40): Apesar de há cerca de um ano ter este documento explícito preferi esperar por documentos com a sua assinatura:

NOTA2: Quem quiser saber mais pode ler um texto dos vários que já foram publicados (clicar)


Fonte: http://em-defesa-do-benfica.blogspot.com – Obrigado pela partilha


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